História

  • Publicado em: 17/03/2014 às 00:00   |   Imprimir

O território do município de Três de Maio pertenceu sucessivamente a Rio Pardo, Cachoeira do Sul, Cruz Alta e Santo Ângelo, criados em 1809, 1819, 1834 e 1873, respectivamente. Suas terras faziam parte da chamada Província das Missões Orientais, administrada pelos Jesuítas, que tinham vindo ao Rio Grande do Sul em 1682. Houvera antes uma tentativa pelos mesmos Jesuítas de estender seu domínio por essas regiões - em 1626 começara a criação de um cordão de reduções, criadas num total de 18 - mas foram expulsos por bandeirantes paulistas vindos de 1636 a 1638.

Os Jesuítas permaneceram de 1682 até a segunda metade do século XVIII. Em 1750 é assinado o Tratado de Madrid, pelo qual Espanha e Portugal permutariam as Missões Orientais pela Colônia do Sacramento, passando aquelas para Portugal e esta para a Espanha.

De 1752 a 1757 os exércitos espanhóis e portugueses aliam-se para dar cumprimento ao Tratado, realizando campanhas para expulsar os membros da Companhia de Jesus. Depois cabe a administração dessa região a milicianos espanhóis; em 1801, José Borges do Canto e Manoel dos Santos Pedroso, com 40 milicianos, conquistam as Missões, integrando-as nos territórios rio-grandenses.

Criado o município de Santo Ângelo, em 1873, Três de Maio fazia parte do distrito-sede. Desdobrando-se este em 1876, deu lugar ao de Santa Rosa, do qual passou a fazer parte Três de Maio. Em 1916, pelo Ato número 104, de 10 de julho, é notificada a divisão territorial de Santa Rosa, criando-se o 7º distrito, cuja sede era Três de Maio.

“Venceu pelo Trabalho” é o lema que define a trajetória de Três de Maio. Desde a chegada do primeiro morador em 1913, a localidade se transformou em um lugar promissor. Em apenas dez anos, já contava com duas igrejas, escolas e um comércio movimentado. Vieram migrantes de várias regiões do Rio Grande do Sul e imigrantes de outros países, consolidando o espírito de progresso que marcaria a história do município.

Inicialmente chamada de Buricá, depois Santa Rosa–Buricá, e por fim Três de Maio, a localidade se destacava na região. Segundo o Guia Geral de Santa Rosa, Três de Maio possuía diversas casas comerciais e indústrias, como cervejaria, fábrica de correntes, perfumarias, fábrica de ferramentas, torrefadoras de café, funilarias, serralherias, hotéis, farmácias, frigorífico, cooperativas, laticínios, fábrica de carroças, além de clubes e salões de baile. Era considerada mais próspera até mesmo que a sede do município ao qual pertencia.

O município é reconhecido pela forte herança cultural de seus imigrantes, refletida nas tradições religiosas, na gastronomia, nas festas comunitárias e no espírito de cooperação. Essa diversidade cultural construiu uma identidade única, que valoriza o passado e projeta o futuro com base no trabalho e na sustentabilidade.

Três de Maio é, acima de tudo, fruto da coragem dos colonizadores, da união comunitária e da perseverança de seu povo. Hoje, com 70 anos de emancipação e mais de um século de história, o município reafirma sua vocação como terra de fé, cultura, trabalho e prosperidade.

A partir de 1915 levas consecutivas de elementos colonizadores afluem à região. Descendentes de alemães e italianos, provenientes das chamadas Colônias Velhas, estas não mais capazes de absorver o excedente populacional, dirigiam-se a esses distritos de Santo Ângelo. Elementos nacionais, moradores em municípios circunvizinhos também se dirigiam aos florescentes povoados.

A 1º de julho de 1931, pelo Decreto estadual número 4823, é criado o município de Santa Rosa, acompanhando, o desmembramento, Três de Maio.
Por Decreto municipal número 2, de 18 de junho de 1937 é o segundo distrito de Santa Rosa desdobrado em segundo e sétimo, sendo que do segundo, a sede era Três de Maio.


Na década seguinte surge o movimento emancipacionista. A agricultura atingira níveis de produção notavelmente elevados; o comércio desenvolvia-se a contento, a indústria nascia promissoramente.

Três de Maio foi pioneira na região ao plantar, colher e exportar soja. Em 15 de dezembro de 1954, a localidade foi autorizada a tornar-se município, conquistando sua autonomia e dando início a uma nova fase de desenvolvimento.

Por muito tempo se falou e pensou-se na municipalização de Três de Maio. A partir de 1950 a ideia cria corpo entre os habitantes do distrito, e é desencadeada campanha nesse sentido. Após plebiscito, constatadas condições para municipalização, e demonstrada a vontade de seus habitantes, é criado, pela Lei estadual número 2526, de 15 de dezembro de 1954, o município de Três de Maio. A instalação teve lugar a 28 de fevereiro de 1955.

O primeiro prefeito e vice-prefeito foram, respectivamente, Walter Ullmann e Avelino Haas. A primeira Câmara Municipal era constituída pelos vereadores José Knorst, Inácio Felipe Jahn, Estanislau da Silva, Rivadávia Correa Borges, Reinoldo Brünstrupp, Selmus Gressler, e Edibaldo Styglmeier.

Atualmente Três de Maio é conhecida como Cidade Jardim pela beleza urbana dos canteiros em suas ruas e avenidas, com flores das mais variadas tonalidades. Também é conhecida como Berço da Canção Estudantil, pois foi pioneira em festivais estudantis no estado do Rio Grande do Sul, colocando Três de Maio no cenário artístico e cultural como Cidade Canção, através do FEEC (Festival Estadual Estudantil da Canção), que consagrou diversos talentos, como cantores e compositores, oriundos do movimento estudantil.